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Artista de mão cheia

Confira algumas informações básicas e o material certo para você mesmo pintar a sua casa

Pintar sozinho as paredes da casa, além de econômico, pode ser divertido e uma oportunidade de se sentir mais próximo da decoração dos ambientes. Mas sem os devidos cuidados, problemas técnicos, como manchas e bolhas ou insatisfação com o resultado final, podem estragar a alegria. O ideal é seguir à risca as recomendações dos fabricantes das tintas, fazer bons testes de cor e se familiarizar com a técnica de aplicar as tintas à parede.

O segredo é a paciência, segundo a especialista em decoração Chris Campos, autora do livro “Casa da Chris”, da editora Record, e dona do site homônimo. Um bom resultado exige calma e tempo – a pintura de um cômodo médio significa cerca de um dia inteiro de dedicação. Chris conta que sempre pinta, ela mesma, as paredes de casa. “Tinta tem prazo de validade e o mesmo visual cansa. As novas pinturas são como uma grande faxina, dão vida nova ao ambiente. Além disso, a atividade de pintar é como uma terapia doméstica”, explica.

A primeira dica é não pintar paredes com problemas como umidade excessiva, manchas, sujeira demais ou que já tenham muitas camadas de tinta. Nesses casos são necessários reparos específicos, que profissionais fazem com exatidão. Em seguida, a escolha da cor e do tipo de tinta tem de ser feita com atenção às especificidades de cada espaço. Áreas internas ou externas, tipo de ambiente, nível de exposição à luz, às intempéries e ao uso, a sensação que se deseja e mesmo as cores já presentes no ambiente devem influenciar na decisão.

A próxima etapa é afinar a definição do tipo de coloração. O mercado oferece, para cada espectro de cor, uma infinidade de tons, e testes são indispensáveis para se chegar ao resultado imaginado. Além das paletas de cores, é possível ter uma ideia das possibilidades por meio de sites especializados. Algumas marcas de tintas oferecem provas, que são amostras de cores na quantidade exata para pintar quadrados de meio metro na parede. O intuito desse produto é evitar as distorções existentes entre as paletas impressas ou a tela do computador e a tinta real – como são pigmentos com origem e matéria-prima diferentes, é impossível haver fidelidade total entre os demonstrativos e a tinta.

No caso das provas de tinta na parede, o ideal é deixar por cerca de 24 horas para que o resultado possa ser avaliado ao longo do dia e sob as diferentes iluminações. Para quem quer ainda mais exatidão, há a possibilidade de comprar latas de um litro para preencher áreas de teste maiores.

Definida a cor, é o momento de optar por um tipo de tinta e comprar os materiais para pintura. Todos os instrumentos podem ser reaproveitados se tomados os devidos cuidados de limpeza e conservação. Sobre a técnica de pintar, as dicas são usar rolos para áreas maiores, mas sempre o pincel para os detalhes. Firmeza nas pinceladas e a espera correta para secagem das demãos são importantes. “Não há dificuldade na técnica de pintar. O que faz diferença é a habilidade, que vem com a prática e o talento de cada um”, explica o especialista de suporte técnico da Coral Tintas, William Silva.

A internet é aliada de quem quer se informar sobre pintura de paredes. Sites de marcas de tintas e endereços especializados em decoração ajudam a calcular com precisão a quantidade necessária, além de trazer recursos de simulação de ambientes. Os seguintes sites dispõem de possibilidades interessantes, com dicas de especialistas: www.tintascoral.com.br; www.suvinil.com.br e www.casadachris.com.br.

No site da Suvinil, por exemplo, há um programa para baixar fotos de qualquer ambiente e simular pinturas das paredes com inúmeras tonalidades, um recurso parecido com o de programas de manipulação digital de imagens.

Além da diversidade das cores, as tintas podem ter texturas diferentes. Entre fosca, com brilho, semibrilho ou acetinada, o melhor é escolher as mais brilhosas para cômodos muito usados porque esse tipo acumula menos sujeira. Há ainda uma tinta ideal para cada superfície. As indicadas para pintar paredes, tetos e pisos são a acrílica, a látex e as texturas.
 
CORREIO BRAZILIENSE

VOCÊ VAI PRECISAR

Rolo de lã de carneiro: para pintar paredes e teto.

Trincha ou pincel: para recortes e detalhes.

Espátula e desempenadeira de aço: para aplicar massas e texturas.

Rolo de espuma: para aplicar esmaltes e vernizes.

Bandeja e mexedor: para diluir a tinta.

Fita crepe, filme plástico ou jornal: para proteger as bordas da pintura.

FONTES: EDER PEREIRA, COORDENADOR DE SERVIÇOS AO MERCADO DA TINTAS SUVINIL; CHRIS CAMPOS, ESPECIALISTA EM DECORAÇÃO; E WILLIAM SILVA, ESPECIALISTA DE SUPORTE TÉCNICO DA CORAL TINTAS.

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Fonte: A Notícia

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